Fundada em 14 de Fevereiro de 2009 - CNPJ: 010.745.010/0001-00

Capa | Sobre nós | Sobre as Artes Pláticas no Brasil | Estatutos | Faça seu Cadastro | Registro de Obras | Perguntas mais Freqüentes | Canais de Comunicação |


 

AVALIAÇÃO DE OBRA DE ARTE
 

Objetivos desta cartilha de Avaliação de uma Obra de Arte: 

Reconhecer a arte como um sistema simbólico intimamente relacionado às experiências e representações dos indivíduos e da coletividade.
Elaborar opiniões referentes à produção artística e ao patrimônio histórico e artístico, relacionando-as à história, sociedade, política e cultura do nosso país.
Respeitar e valorizar a produção visual em seus diferentes segmentos e épocas.

Você já parou para analisar uma obra de arte?
Quando vai a um museu ou uma galeria e vê um quadro, sabe como interpretá-lo?
Pois saiba que esse é um grande exercício não só para quem trabalha na área, mas para todo mundo. Um grande número de pessoas tem acesso hoje a pinturas de grandes artistas e a oportunidade de estudá-las.  Ver não envolve muito esforço, mas olhar uma obra de arte significa abrir a mente e ver mesmo uma obra de arte. Olhar uma pintura é como fazer uma viagem com muitas possibilidades, incluindo a emoção de partilhar as ideias de outra época.

Muitas vezes, as pessoas visitam museus sem saber como analisar uma obra de arte.
Claro que você não precisa ser um entendedor de arte ou mesmo fazer um curso de História da Arte para fazer uma análise e ter uma ideia sobre uma obra ou um artista.
Quando falamos em arte, podemos estar nos referindo a diferentes manifestações do homem e que podem envolver períodos, locais e atividades diferentes.
No campo das Artes Visuais trata-se de um universo complexo, protagonizado pela "obra", cercada por todo um conjunto de outros elementos que incluem o artista, o seu processo de criação, o contexto de produção e difusão desse objeto artístico e o próprio mercado da arte, que merece ser analisado como um todo para que possamos entender um pouco o que pode ser uma obra de arte.

O que é uma obra de arte?
Para início de conversa, poderemos  propor uma auto reflexão, verificando o que nós entendemos por obra de arte? A partir das nossas próprias análises, vamos procurar perceber que quando tratamos de Arte, as dimensões, as técnicas, os materiais empregados e as linguagens utilizadas são questões muito relativas. Embora muitas pessoas associem o termo "obra de arte" à imagem somente de uma pintura ou de uma escultura, é importante pensar que as artes visuais podem abranger gêneros e dimensões diferentes como: Edifícios, muros, paredes, móveis, automóveis, geladeiras, portas, acessórios, pequenas pinturas ilustrando textos, instalações, vídeos, fotografias, filmes, performances entre outras. “Não vamos aqui somente observar o material ou a técnica, mas sim o seu valor, enquanto relação entre a atividade mental (pensamento) e a atividade operacional (a forma física)”.
“Uma obra de arte é o resultado das reflexões de um artista apresentadas por meio de uma linguagem específica (visual, sonora, escrita, corporal, etc.) e pode despertar no observador reações diversas e não necessariamente agradáveis.  Quando "tocado" pela obra, o observador tem uma "experiência estética", um tipo de prazer resultante do processo de fruição que pode conduzir inclusive a algum tipo de reflexão. Parte desse movimento pode sofrer interferências do repertório pessoal do observador: seus valores morais, suas experiências de vida, seu conhecimento a respeito de arte etc”.

Arte é pensamento.

1 - Sobre o Autor
Os artistas podem atingir cotações diversas, mesmo sendo do mesmo período de produção ou ainda com biografias e técnicas bem similares.
O artista possui crítica profissional?
Quando se analisa o artista, procura-se saber a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos; qual a sua importância no cenário artístico; se a sua permanência, em termos de mercado, é transitória ou não; se sua obra tende à valorização futura ou não; a sua criatividade; habilidade pictórica; padrão de regularidade dos seus trabalhos; inserção ou não das suas obras no mercado, número equilibrado de trabalhos disponíveis, formação profissional, curriculum vitae do artista, status das galerias e marchands que representam o artista e o partido de marketing adotado.

2 - Técnica

A valorização de uma obra de arte segundo o próprio mercado obedece a seguinte escala:

a.       Óleo e/ou acrílica sobre tela, madeira ou cartão;

b.      Guache ou têmpera sobre cartão ou papel;

c.       Aquarela,pastel,lápis de cor ou ecoline sobre papel;

d.      Desenhos a nanquim,carvão,sanguínea,sépia ou lápis;

e.      Gravuras (litografia,xilogravura,gravura em metal,serigrafia);

No caso das esculturas, deve ser observada a tiragem e a fundição
( teremos em breve uma cartilha diferenciada para tratar deste assunto).

3 – Materiais

Escolher bem a superfície de trabalho pode significar a diferença entre baixa ou alta qualidade de uma obra de arte. Como acontece com todos os materiais para pintar a óleo, a qualidade das mesmas afetam diretamente a qualidade final da obra de arte.
As telas não escapam a esta regra, pelo que é consideravelmente importante escolher qualidade e saber o que esta qualidade representa. Existem duas opções a considerar em relação as telas:  As compradas  feitas ou fabricadas por as nossas próprias mãos.

COMO ESCOLHER UMA TELA
Sem dúvida que vale a pena saber e conhecer os tipos e diferenças, porque podemos comprar o mais caro sem que isto signifique a melhor qualidade, ou podemos comprar o mais barato e tal vez com algumas aplicações de extras, obter exatamente a qualidade que pretendemos.
Conclusão, devemos pelo menos saber que pontos são os mais importantes e necessários tomar em consideração na hora de adquirir as nossas telas.

• Tecido natural de peso médio de algodão cru, para oferecer maior durabilidade
• Barras de madeira preparadas em forno seco para garantir a estabilidade do bastidor
• Superfícies revestidas com primário triplo acrílico livre de acido.
• Tecido a recobrir os laterais do bastidor sem presença de agrafos.

3 – Fase

Somente com um olhar ampliado é que se consegue determinar quais e todas as fases mais valorizadas de um artista e que configuram o auge de sua criatividade e importância.
Não obedece necessariamente uma ordem cronológica. Importante aqui é notar as criticas recebidas por profissionais especializados ( críticos de arte) e imprensa ( colunistas em revistas especializadas ou jornais) , os prêmios e medalhas de cada concurso também interferem positivamente no artista e em suas obras.  As condecorações recebidas por órgãos oficiais e associações de classe éticas podem também influenciar no valor da obra. Todos os títulos devem ser valorizados pela meritocracia e não por concursos comerciais ok.

4 – Dimensões

O tamanho pode influir ou não, no valor de uma obra de arte.
Mesmo ao avaliar o custo da trama e nós dos tecidos, por metragem segundo alguns críticos,  este item, tem baixíssima relevância quanto ao seu valor final.
Alguns artistas consideram o tamanho das obras uma boa referencia para efeito e critério comercial de vendas das pinturas em suas telas. Respeitado o padrão adotado o Artista tem o direito de analisar a melhor forma de valorização de seu empreendimento.
 

VEJA ABAIXO OS TAMANHOS DAS TELAS OFICIAIS

Há diversidade de tamanhos, que são considerados como medidas tipo a nível internacional, e que são tomados em consideração por galerias, fabricantes e atelier no mundo inteiro.

5 – Conservação.

O local apropriado para a guarda ou exposição de uma obra de arte é fator decisivo para sua longevidade. Deverá se notar que a temperatura ambiente bem como a umidade relativa do ar deverá estar apropriada para a conservação das telas e das tintas.

SaIba mais em: http://www.fcc.sc.gov.br/patrimoniocultural/arquivosSGC/DOWN_151904Conservacao_Preventiva_1.pdf

O bom estado de conservação é um fator que contribui para a sua valorização. 
Este item tem grande relevância historiográfica para a obra.
Pois depende do estado atual da obra, o quanto esta obra já foi restaurada ou não, em caso afirmativo: informações do restaurador, o quanto da obra permanece original, quais as informações que ainda se possui da obra ( tintas, tecidos), podem ser dados que estabeleceram um valor maior ou menos, da obra de arte, a ser avaliada.

Saiba mais sobre critérios de restauração de obras de arte em: https://www.bn.gov.br/producao-intelectual/documentos/livro-como-obra-arte-criterios-teoricos

6 - Estilo

Estilo do artista que pode ser reconhecido pelas suas cores, sua forma de pintar, sua época e seus significados dentro de um contexto histórico.
Isso tudo sem esquecer que a interpretação pessoal pode fazer perceber muitos significados de uma obra de arte e isso é pessoal mesmo. Mas a sua experiência pode se ampliar com o conhecimento de história da arte e técnicas de pintura que faz notar detalhes, significados e o seu olhar se torna mais aguçado.

7 – Paleta de cores e emprego das cores.

O artista informa a paleta de cores utilizadas?
Saiba mais sobre cores em: http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/
A pintura está desleixada? (linhas sujas, traços de tinta desaparecendo, vestígios de tinta sobre a pintura, etc.)
O quadro está uniforme e bem pintado?
Qual o tipo e marca das tintas empregadas no trabalho?
As cores se complementam harmonicamente ou fazem contrastes umas com as outras?
A combinação é adequada para a pintura?
Existe sobra de matérias ou bisnagas para futuros restauros?

8 – Proporção e Equilíbrio.
O equilíbrio na pintura é fundamental, a análise da perspectiva e a noções de espaço e de seus elementos são importantes para configurar um sentido e uma direção da obra.  
A pintura está em harmonia ou existem manchas de tinta e formatos em cantos aleatórios da obra?
Para ver se a pintura está equilibrada, é preciso analisá-la também de longe.
Além disso, considere o tamanho proporcional dos elementos que nela se encontram.
Eles são suficientemente grandes/pequenos? Você precisa forçar demasiadamente a visão para enxergá-los?

9 – Tema e Proposta Artística
Cada artista possui uma temática ou uma proposta artística que o consagra.
O simbolismo através de objetos ou cenas reconhecíveis que representam uma época em que o artista viveu ou a mensagem que ele quer passar;
Considere o tema da pintura uma ideia central.
Ela aborda um assunto único ou é uma ideia comum?
Se for diferente, aprecie o fato de que o artista está tentando ser original.  Considere outros trabalhos que a pessoa já tenha feito e observe os temas das pinturas. Veja no conjunto da obra se elas se harmonizam.

10 – Qualidade da pintura.
Para avaliar a qualidade, observe:
A pintura está desleixada? (linhas sujas, traços de tinta desaparecendo, vestígios de tinta sobre a pintura, etc.)
O quadro está uniforme e bem pintado?
Qual o tipo e marca das tintas empregadas no trabalho?
Existe sobra de matérias ou bisnagas para futuros restauros?
Existe certificação de direitos autorais da obra? A obra já passou por curadoria profissional?
A obra está registrada em algum órgão no Brasil ou no Exterior?


11 - Origem.
É o pedigree da obra. Se já pertenceu a colecionadores importantes, isso pode pesar no preço.
A procedência conta muito no valor final de uma obra de arte. É uma forma de garantia de autenticidade e originalidade.
Quando ela fez parte ou tem registro de uma importante Coleção ou figurou em uma Amostra ou em um Catálogo ou ainda de um Anuário importante.
A trajetória de exposições, concursos e prêmios da própria obra, pode alterar ainda para mais, seu valor final.
A obra está registrada em algum órgão de proteção no Brasil ou no Exterior?
A obra tem prontuário histórico assinado pelo artista.
A obra já teve apólice de seguro?

12- Valor Histórico ou Historiografia da Obra.
Além dos dados técnicos (data, materiais, técnicas, dimensões etc), é importante que se pesquisem sobre a história da obra e de seu autor, o contexto em que foi produzida e o que a crítica já comentou a seu respeito, buscando compreender o motivo que teria levado esse trabalho a integrar o acervo de um grande museu ou de uma importante galeria.
Além do próprio site da galeria, poderão recorrer a livros, jornais, revistas (em versão física e ou on line), além de outros sites, como anuários de artes, coletâneas ou do site da própria ABARTE. Vale lembrar ainda que alguns artistas já têm os seus próprios sites.
A participação de uma determinada obra em movimentos artísticos ou exposições importantes podem valorizar a obra.
Publicações em jornais ou revistas podem elevar seu valor.
Obras citadas e/ou reproduzidas em livros ou catálogos podem elevar seu valor.

13 – Modismos e Marketing
Existem épocas onde alguns temas e artistas são mais procurados pelo mercado, sem um motivo específico.
Atualmente o mercado publicitário tem afetado o mercado de artes de forma decisiva. Seja através de merchandising ou ainda com a compra de espaços comerciais, alguns artistas se socorrem de artifícios publicitários para fixação de seu nome artístico ou ainda para promover sua técnica. É indiscutível que a falta de conhecimentos técnicos e da contratação de profissionais especializados fazem com que o investidor menos advertido acabe por sofrer com grandes engodos.  
Importante se destacar a força do marketing profissional em que alguns profissionais lastreiam seus trabalhos. A propaganda e a publicidade ajudam e contribuem com os resultados dos preços alcançados em cada obra.
Cuidado, há momentos em que o artista é mais procurado pelo mercado. Depois, volta ao normal.

14– Assinatura e Data
A falta de assinatura pode diminuir significativamente o valor de uma obra de arte.
A colocação da data de conclusão da obra também é observada na obra. Juntamente coma a assinatura e os dados da da obra como: nome da obra, técnica, tamanho e data. O artista tem o período de produção em que se destaca.
Quanto à análise direta do trabalho, nessa ordem, o avaliador indaga a respeito da autenticidade; se ele está assinado - e bem assinado -, já que a ausência ou problemas na assinatura desvaloriza sobremaneira a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário;  

15) Outros parâmetros gerais  para analisar uma obra.

Evite ler a etiqueta em uma obra de arte quando você a vê pela primeira vez.
Tente entendê-la antes de deixar que algo influencie sua opinião.
Obtenha uma primeira impressão avaliando se a obra de arte desperta algumas emoções, como tristeza, felicidade, medo ou confusão (isso é normal).
Observe as linhas.  Avalie se são suaves e leves ou escuras e fortes.
Observe as cores e os tons, e como criam o temperamento da obra de arte.
Procure símbolos possíveis, especialmente em pinturas religiosas.  Quanto mais você analisar a arte, reconhecerá e compreenderá ainda mais esses símbolos.

Observe a composição e a perspectiva da obra de arte, inclusive se é cheia de detalhes, simétrica, e o ângulo.

Observe a luz e a sombra.  Muitas vezes, os artistas usam a luz para dar um efeito . A luz pode dizer também a hora do dia na pintura e se vêm de fonte natural (como um relâmpago) ou artificial (lanterna).

Use todas as informações que você recolheu até agora para compreender o tema, que é a mensagem da pintura.

Agora olhe a etiqueta. Ela deve informar pelo menos o nome da obra de arte, o artista e a data. Às vezes, ela também indica sobre o que é a obra.

Campo de análise:
A relação: artista – obra – público.



A questão da autenticidade
Pergunte a um amigo o que diriam de um pintor que, nos dias de hoje, copiasse fielmente uma das obras mais famosas da história da Arte, "A Monalisa", de Leonardo da Vinci. Isso seria uma obra de arte?

Considera-se autêntico aquilo que não é falso, que não é copiado ou repete modelos.
No entanto, vale comentar que nos séculos anteriores, um bom artista era justamente aquele que sabia copiar. Com o passar do tempo, passou-se a valorizar muito mais aquele que conseguia modificar algo na tradição, promover um desenvolvimento no campo da expressão artística.
O surgimento da fotografia, no século XIX, teve sua grande parcela de contribuição neste processo, pois esse novo meio de registrar a realidade passou a ocupar um espaço que antes era reservado apenas à pintura. Embora de início isso tenha chocado um pouco o mundo da arte, também abriu portas para que os artistas passassem a procurar um caminho mais pessoal de apresentar o seu "olhar" a respeito do mundo.

NOTA: A fotografia será objeto de outra cartilha independente desta.

Ao mesmo tempo em que a pintura dos artistas da segunda metade do século XIX começa a se libertar do compromisso de tentar reproduzir a natureza, cada artistas passou então a buscar o seu próprio caminho.

É importante lembrar que copiar é diferente de sofrer influência, fazer citação, ou "apropriar-se de". É importante para um artista ver e estudar as obras dos outros, pois isso faz parte do processo de produção e "nutrição estética", que contribui com o processo de criação.
É exatamente esta criatividade e inspiração que vai dar ao artista a devida personalidade e marcar sua assinatura e seu estilo.

O repertório do artista bem como o conjunto de sua obra é que vai determinar suas características personalíssimas e geram assim sua devida autenticidade. Em suas obras produzidas é possível verificar o quanto esse artista está sintonizado com as questões do mundo contemporâneo,  ao mesmo tempo que as coloca em diálogo com o passado ou com o futuro ( Tempo da Obra”). 


O Grafite.

Neste momento, apresentamos  o vídeo "Isto é Arte?", do filósofo Celso Favaretto.
https://youtu.be/-XG-71wqwUI

Nesse vídeo, Favaretto discute os rumos que a arte assumiu a partir do século XIX, comentando as mudanças surgidas em torno do próprio conceito de objeto artístico, especialmente na segunda metade do século XX. Embora na época essa obra não tenha sido compreendida, ela abriu espaço para outras muitas realizações do próprio Duchamp e de muitos artistas, no sentido de mostrar que o valor da obra já não estava mais nos materiais ou no domínio das técnicas, mas sim no seu potencial de questionamento.

Para ser uma obra de arte, ela não precisa estar em um museu ou uma galeria.

Há muitas obras de arte instaladas em espaços públicos, o próprio grafite é uma prova disso.
O grafite é um tema que divide opiniões: alguns o defendem alegando a liberdade de expressão artística, outros o classificam como vandalismo. Acredito que o pouco conhecimento sobre determinados assuntos nos levam a ter opiniões rasas e, em muitos casos, radicais. Talvez esteja aí a base do problema.  O grafite, intimamente ligado ao movimento do hip hop, é uma manifestação artística em espaços públicos, é a arte de rua que expressa toda a opressão que a humanidade vive por meio de desenhos e pinturas.
O preconceito com esse tipo de arte fez com que a sociedade não conseguisse diferenciar grafite de pichação, criminalizando toda e qualquer expressão em lugares públicos. O fato é que existe uma diferença muito grande entre grafite e pichação.  A pichação é o ato de escrever em muros, fachadas de prédios, monumentos e, normalmente, é marcada por palavras de protesto ou insultos,  além de ser o objeto de demarcação de gangues que disputam um território. A diferença clara, embora pouco conhecida, é o suficiente para que se saiba que essas duas manifestações estão em lados opostos, já que, enquanto uma é arte, a outra é mera poluição visual.  É claro que não defendo o grafite em muros de casas de pessoas que não autorizaram, por exemplo, mas, do mesmo modo, acredito que o grafite em espaços públicos como muros de locais desabitados, viadutos e elevadas, por exemplo, são capazes de cumprir com dois objetivos: a expressão e denúncia de vozes marginalizadas e uma decoração que quebra a monotonia das cidades contemporâneas. As pinturas com elevada qualidade artística, as cores vivas que chamam a atenção e os contornos bem definidos, dão destaque a artistas urbanos que tampouco têm oportunidade para divulgar sua arte.

O grafite é legal, tanto no sentido de legalidade, quanto no sentido de característica, o que se comprova com a autorização da grafitagem no Túnel da Conceição, no Centro de Porto Alegre, no evento MeetingofStyles.

A pichação, por sua vez, é ilegal, nada enfeita e ainda, muitas vezes, serve de comunicação entre gangues e criminosos. Distinguidas portanto as duas manifestações.

Encerre está etapa explicando que, hoje, um dos critérios para se considerar uma obra de arte como tal, é a sua importância dentro da história da arte, ou seja, se a obra contribui (ou contribuiu) para a formação e/ou desenvolvimento de uma cultura artística?

É importante que se compreenda que um juízo bem fundamentado em aspectos da Estética e da História da Arte é necessário até mesmo para aqueles que veem a arte apenas como investimento financeiro.

Critérios para Avaliação:

A)     Tempo e esforço.

As primeiras impressões importam, mas você consegue dizer se o autor dedicou tempo e esforço ao trabalho?  Ao avaliar uma pintura, descubra algumas informações gerais sobre o artista. Se estiver avaliando um iniciante, então analise outro trabalho que ele tenha feito. Perceba o conjunto de suas obras.

B)      Qualidade.

A qualidade da obra de arte também é muito importante.
As ideias por trás dela podem ser muito criativas, mas a pintura em si deve ser igual ou melhor que o nível esperado.
A qualidade depende do meio usado e do tipo de tela e das tintas.

ATENÇÃO:
Existem tintas que não garantem durabilidade em suas tonalidades ou fixação.
Cuidado com artesanatos.
Considere que alguém investiu tempo (e, possivelmente, esforço) para produzir essa pintura.
Ao criticar, seja justo.
 

DEZ DICAS PARA AVALIAR UMA OBRA DE ARTE


Avaliar obra é tarefa complexa que exige conhecimentos específicos.
Ainda mais nesse momento de grande oscilação do dólar, que é a principal referência de cotação do mercado. Alguns critérios básicos podem ser fundamentais.
Afinal, uma arte de qualidade continuará se valorizando.
O método principal para as avaliações de obras de arte, decerto, é o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura".

O valor da obra no ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista plástico, para a venda dos seus trabalhos nas galerias;

O valor de mercado, aquele que resulta da análise profissional e aos custos do marketing empregado para aquele artista atingir o chamado topo no mercado. O valor da obra chega a representar valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista. 

Além disso, podem as obras de arte atingir preços diferentes em momentos distintos do artista ou do galerista ou ainda do marchand dependendo da liquidez oferecida.

E, para mostrar a complexidade deste assunto, cada obra de arte é única; logo, no mercado, têm preços diferentes. Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento - que podem mudar da noite para o dia.

RESUMO

A avaliação de obras de arte é um processo que envolve inúmeras variáveis não podendo ser descrito com fórmulas ou padrões pré-estabelecidos.

Cada obra de arte é única, por isso analisamos algumas características que podem apreciar ou depreciar seu real valor.

São as principais:

Artista - O fator determinante do valor de uma obra é a autoria da mesma, sendo que artistas da mesma época, escola e técnica podem atingir cotações distintas

Assinatura - É muito importante que a assinatura esteja presente.

Técnica - Outro fator determinante é a técnica utilizada pelo artista.

As obras mais valorizadas são o óleo sobre tela ou madeira e acrílico sobre tela ou madeira.

Tamanho - O tamanho de uma obra também influencia em seu valor; geralmente, quanto maior, mais cara (lembrando que existem exceções).

Outros – Existem outros fatores que podem influenciar o valor de uma obra de arte, como fase do artista, tema, estado de conservação, histórico, origem da compra, participação em exposições, cenário econômico e câmbio.

Para se determinar o valor real de uma obra, é necessária a análise de um profissional com conhecimento técnico e experiência.

Investimento em Arte

Atualmente, arte não serve apenas para decoração ou status - a maioria dos colecionadores não pensam apenas na estética e na representação artística, mas também como uma forma de investimento. Isso mesmo: obra de arte também é uma diversificação de seus investimentos, e do seu portfólio.

Apesar disso, quando há a decisão de se comprar uma obra de arte, não se deve ter como única preocupação o retorno do investimento, mas também o valor que a obra agregará à coleção, o que no futuro oferecerá retorno. Para que isso ocorra, devemos respeitar algumas regras, sendo a principal delas a seleção do artista.

Como este mercado tem pouca liquidez, a determinação do momento da venda também é outro fator muito importante.

Uma visão leiga pode pregar que a morte de um artista vai valorizar a obra, o que não é uma verdade absoluta - o artista em atividade pode realizar muito mais pela valorização de sua obra do que a valorização que a obra pode sofrer com a sua morte.

 

PARTICIPE DO NOSSO COMITÊ:

 

FONTES UTILIZADAS:

Grafite: www.hanff.com.br

DEZ DICAS PARA AVALIAR UMA OBRA DE ARTE - ISTOÉ DINHEIRO
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/investidores/20010707/dez-dicas-para-avaliar-uma-obra-arte/23454

Critérios de Avaliação - Bolsa de Arte
http://www.bolsadearte.com/compra-venda/criterios-de-avaliacao/

Como avaliar uma obra de arte? | Nova Escola Clube
http://rede.novaescolaclube.org.br/planos-de-aula/como-avaliar-uma-obra-de-arte

Avaliação de obras de arte – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avalia%C3%A7%C3%A3o_de_obras_de_arte 

Avaliação de Obras de Arte - Escritório de Arte
https://www.escritoriodearte.com/avaliacao-de-obras-de-arte

Como Avaliar Pinturas: 7 Passos (com Imagens) - wikiHow
http://pt.wikihow.com/Avaliar-Pinturas

9 Passos Para Analisar Uma Obra De Arte - Canal Do Ensino
https://canaldoensino.com.br/blog/9-passos-para-analisar-uma-obra-de-arte

CONSULTARTE - Consultoria ao Mercado de Arte - INVESTARTE.COM
http://www.investarte.com/consultarte/scripts/acompanhando/45.asp

Conceitos - avaliadordearte.com
http://www.avaliadordearte.com/conceitos.htm

Avaliação de Obras de Arte
https://www.escritoriodearte.com/avaliacao-de-obras-de-arte

 


 


 


 




 

 
       

Política de Privacidade       Política Editorial       Termos de Uso        Nota Legal

Produção e Criação:
www.midia10.com
 
Todos os Direitos Reservados à Associação Brasileira de Arte - ABARTE